quinta-feira, setembro 21, 2006

Tenho o meu dinheiro todo numa gaveta. Ás vezes vou lá contá-lo. Imagino o que poderia fazer com ele. Não podia fazer muito. Não sei se queria ter mais dinheiro do que o que se pode guardar numa gaveta. Deixava de ser meu para ser de algum bancário de fato e gravata, daqueles que vejo todos os dias a almoçar na tasca ao pé de minha casa.
Sento-me, alguém ao lado fala e eu não consigo perceber o que diz. A sério que não consigo. Eu sei que sou bicho. E de qualquer maneira não importa muito o que eu sou ou deixo de ser. Importa-me muito que tu te importes comigo. Isso é o mais importante.
O cão tem comichão e quer ir à rua.
Tenho saudades tuas.